Um moço, que mora na rua, sozinho.
Portando mesma roupa,e cor escura
Na pele uma fuligem em tom marinho.
Cata bituca,ascende,tão só, murmura.
Um dia tentei,falar com ele,mas saiu.
Andando depressa,e cruzando a rua.
Fintara, naquele dia, que nem me viu.
Contudo, doravante, vê,e logo recua.
Tentando explicar, uma coisa qualquer.
Eu sinto nele, uma benevolência,a paz.
Tão jovem, ao relento, sozinho requer.
Um monólogo secreto,secreta vida jaz.
Uma liberdade, expressado desgosto..
Recuso pensar,que seja, um drogado.
Embaixo dos farrapos,um calmo rosto.
Suavemente ,tranquilo,e abandonado.
Um banho,os cabelos cortados, acaso..
Revelariam,especial surpresa comoção.
Anjo escondido,num tamanho descaso
Um abandono, cortando aquele coração.
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