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sexta-feira, 5 de julho de 2019

AMOR ABSOLUTO

Impetraria  eu,mil pretextos, para  jamais  amar.
Suportaria uma vida, em tal solitária diligência.
Desvirtuaria em praticidade, do amor inocência.
Porém, uma acuidade, minguaria  á  me  buscar.

Atravessaria dias, meses, e anos, tão eu somente.
Sem ter sequer, com quem, assim  me preocupar.
Como um barco confuso, paira  singrando o mar.
Porém, porto cuidadoso,  buscando inconsciente.

Desviaria, qualquer termo romântico, indefinido.
Evidenciaria para mim, ser romântico, até banal.
Que amar alguém, me seria fugaz, qualquer mal.
Ignorando a minha alma, sempre, evocar dorido.

Enquanto, o meu coração delegando em parte.
Como dono absoluto, de uma  eficácia tão fiel.
Compleição, indefectível lucidez, em tom pastel.
Como Monet caracterizaria, na mais  bela Arte.

Mas reconheceria num momento, meu sentimento.
Imediatamente, vendo tuas ,transparentes contas.
Quando fitando  sempre, minhas certezas prontas.
Habitaria minha essência, dominando pensamento.

E das respostas, as quais, esse amor me cederia.
Estaria sempre, em presença, de um bem maior.
Momentos inesquecíveis, envolveriam ao  redor.
Plausíveis ao Universo, que meu mundo regeria.

Então, ao enamorar-me de ti, só tão unicamente.
Jamais eu ajuizaria, uma possibilidade de sofrer.
Mas sim, habilitar-me-ia, e por assim, feliz  viver.
Fascinada em comiseração, e tanto e eternamente.

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