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domingo, 21 de julho de 2019

DESVENDE

Eu sou como, solidão inteira.
Te buscando aos pouquinhos.
Sou a água, em burburinhos.
Resmungando, na corredeira.

Eu sou um resto, de saudade
.Bruxuleando, pouco a pouco.
Um coração, fendido e louco.
Interpelando, por  tal piedade.

Eu sou o vale, as montanhas.
Quando á noite, citam medo
Sou o desvende, e o segredo
A pele que a, tristeza arranha.

Eu sou um verso, estragado.
Quando nem rimando,  ideia.
E Imaginando, uma epopeia.
 Sonhando, contigo ao lado.

Eu sou o tempo, que passou.
Pondo  rastros, no caminho.
Era alegria, era um carinho.
Portanto , o meu bem levou.

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