sexta-feira, 19 de junho de 2015

AGUACENTAS

Apenas a palavra, tende expressar.
  Alma abrangida, à sensação amar.
Sentida inteligência, direcionada.
Germinando, em terra ressecada.

Existir ao amor nobilita, talvez.
Em antíteses, jamais, amor se fez.
Elite casta, caloroso sol, alinha.
Debelada, em pencas, se apinha.

Amor liberta, rematada solidão.
Alegre alma, deslembrada abdicação.
Se coragem, em doação do restante.
Reflorido novamente, e doravante.

Mesmas vidraças, que antes exibiram.
Contidos sonhos, que sempre existiram.
Igualmente cor, ao borne consagrado.
Reinventa-se, eternamente renovado.

Jamais encanece, a síntese do nato.
Porém, enaltece, revida luz ao fato.
Abre as janelas, enfeita, areja a casa.
Reparados os sonhos, renovadas asas.

Sonhar antecede, fé em movimento.
Á esperança, cantado entendimento,
Janelas esperançosas, jamais a cerrarem.
Primaveras eternas, aguacentas regarem.



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