sábado, 18 de julho de 2015

ESTRANHOS AMORES



Em estreitamento, rua contrária.
Sempre, vindo em minha direção...
Pressuposto, direção arbitrária.
Plausível dentro da acomodação.

Durante séculos, anos rolaram.
Imensa abscissa ainda inversa.
Jeitos divergentes, também copiaram.
Cartas escritas, transgressão imersa.

Tantos encontros, direções opostas.
Admissões claras, pretensões perdidas.
Dorido amor, recortado em postas.
Vagando, entre palavras reprimidas.

O tempo e  o quinhão, logo cruzaram.
Desavenças, e bons momentos, então...
Laços extremos e fortes, desamarraram.
A esperança, a trança, a desilusão.

Quando a desilusão, abatida morre...
Contendo meios, desculpas culposas.
Qualquer argumento, esta socorre.
Jazem espalhadas, as melindrosas.

Em face da dor, dos dedos alheios.
Ancorados, em portos imaginários.
Vimos aos poucos ruir, nossos esteios.
Multidão usando, nossos vestuários.

Quem fui eu, quem fomos nós, afinal...
Que consentimos a vazão dos fatos.
Quando, nos eximimos desse mal...
Entram em cena novos caricatos.

São estranhos amores, invertidos.
Sufocados lentamente,nos rumores.
A fantasia louca, insanos ruídos.
Corpos vestindo, as mesmas dores.

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