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sexta-feira, 21 de dezembro de 2018

MEMÓRIA

Irreverente coração, me silencia.
Vivendo o oposto, da tua alegria.
Causando sempre tanta emoção.
Agora vivendo, no meu coração.

Assim, recolhida eu permaneço.
No mesmo lugar, teu  endereço.
Tentando, comumente só conter.
A tristeza,  com ela,eu aprender.

 Imensa afeição, tu despertaste.
Eu era  seca flor, pendida  haste.
Siga em paz, assim, tu me vieste.
Um eterno bem,teu nome veste.

Tua voz, inclusa dentre memória.
Alegria contagiante, tua história.
Tão simples, tão sincero, o amor.
Incrustado no peito, como a dor.

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