Onde
escondeste saudade, de minha presença?
Pois
que em mim, soluça como ventos perdidos.
Foi
tanta felicidade, assim partindo sem licença.
E
nossos caminhos foram, por rumos divididos.
Eu
sei que guardas, no coração, com esmero.
E
eu, com um nó na garganta, nem sei explicar.
Um
turbilhão de sentimentos, o destino austero.
Nem
permitiu, até o fim do trilho, um dia chegar.
As
ondas ligeiras, ventos assoviam nos trigais.
Saltando,
entre os nossos livros, de cabeceiras.
Aquele
sono tranquilo, o desfrutaremos jamais.
Passeando
solto, pesando tanto, a noite inteira.
Este meu silêncio, não sabe mais , nem ter voz.
Para
dizer, o que aconteceu, comigo também.
Triste
revoada, sendo arrastada, como albatroz.
Assim
longe do ninho, nenhum abrigo mais tem.
Nossas palavras, morreram pagãs, indecifráveis.
Como
quem soletra, um dialeto, nunca existido
Tantos
ais insolúveis, expõe doenças incuráveis.
Quando
silêncio mórbido, nada mais faz sentido.
Dentro
de meu coração, um sinal de tua imagem.
Com
carinho, tocando a essência, que me convém.
A
vida exibe suas páginas, também novas tiragens.
Adoração silenciosa, onde apenas, tua vida me tem.
Adoração silenciosa, onde apenas, tua vida me tem.
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