Seguidores

sexta-feira, 29 de março de 2019

OUTONO

Quanto amo, doce  sinceridade copiada.
A uma nova estação, sempre despindo.
Preservando aquela rosa, tão perfumada.
Com o vento roçando, e as folhas caindo.

Enquanto espero, sentada num caminho.
Assentando as palavras, descombinadas.
Doravante, desleixo elegante, redemoinho.
Assim,expressando,hão de vir as floradas.

As folhas ressequidas, soltando no vento
Compondo  a existência, tão premeditada.
Um simples comboio, o caminho poeirento.
Outros tais branquejando, pela neve airada.

Outono, remexe minhas páginas, devagar.
Escrevendo umas tardes, como só minhas.
Cumprindo um desperdício, quase salutar.
Abraçando tuas noites, saltando nas linhas.

Nenhum comentário: