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domingo, 14 de abril de 2019

QUANDO O NINHO ESFRIA

Pássaros alçam voos, cortando o vento.
Tornando suas asas, flores de primavera.
Asas sem limites, saltando  pensamento.
Sofrera velando tanto, o amor que tivera.

Quando num ninho esfria, convém voar.
Feito  compreensão, a estação do calor.
Palavras não ditas, ficando soltas no ar.
Porém, no coração, permanecido  amor.

Quem já, nem precisa, tanto de carinho.
Sendo assim  só ,sempre uma fortaleza.
Longe ,bem longe ,arrumando um ninho.
E, de vez em quando, doa asas, à tristeza.

Enquanto te amara, ao meu jeito singular.
Em silêncio, escasseando a voz, ao amor.
Quem tanto, então só, tentativa de relatar.
Todavia, um descaso, casando com a dor.

Originária afeição, quando  jamais fenece.
Visto,e tanto abastada, enquanto morosa.
Quando novo ninho, sujeitando a aquece.
Silenciando com amor, a estação rigorosa.

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