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quinta-feira, 2 de maio de 2019

EM LIBERDADE


Amor e versos, numa alma,bem escritos.
Singularmente, simples, tão  dominador.
Alacridade ,mas os sofrimentos infinitos.
Benfazejo livre, um pulcro contaminador.

Amor retendo, como um espólio, refletido.
Coração, livre  fortaleza, para o suportar.
Mesmo recusado, o amor, tão imerecido.
Enfadonha carga, e suave para carregar.

Jamais desagradando, permanecido amor.
Quando instituída, dentre a alma verdade.
Complemento doado, para único vencedor.
Como exonerado ,replantado em liberdade.

Repetidamente, recorrente poder de incidir.
Porém amar, implica uma doce contradição.
Uma existência inteira, um amor para dividir
Também  prantear, crueldade, dorida traição.

Livre e independente, mantendo predileção.
Indiferente, invisível, para  qualquer defeito.
Triste incômodo, o imperfeito, em perfeição.
Em ilimitado, arrazoando o  pulcro conceito.

Imenso espólio, tristeza espalhada ao vento.
Ideais designados, as angústias sem licença
Embatido ,adverso conduzindo o pensamento.
Quão profundo, quão iguais ,numa parecença.

Comparado uma catraia,num mar singrando.
Tormentas, e quando estas,  tão recorrentes.
Um arenito direto, tocado barco estilhaçando.
Porém na alma, flamejando o respingo alente.

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