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sábado, 15 de junho de 2019

SIMULAÇÃO

A solidão, tantos espinhos,abrolhados em pencas.
Secando assim o amor,numa silenciosa mortalha.
Como barranco ressequido,rechaçando  avencas.
No próprio desprezo, tua própria solidão entalha.

Guarde esse inexistente,dentro do coração cruel.

Um espelho  narciso,colocando numa cabeceira.
Esboçando a bela imagem,com desprezo e pincel.
Pintando improbidade,á carregar a vida inteira.

Coloque bela moldura, no espelho contornando.

Assim tua solidão,com as palavras convencendo.
Revelada a aleivosia, simplesmente  silenciando.
Fintando pobre carente ,sem destino vai vivendo.

Encontra outra qualquer,contando outra história.

Num dialético romântico,revelando humano calor.
Levando vantagem a solidão, trocada pela glória.
Após uma semana, vais simulando um outro amor.

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