Seguidores

domingo, 22 de setembro de 2019

AO VENTO

Acanhado, o meu coração, novamente.
Resolvido,decidido,permanece calado.
Ou simplesmente, como broto aparado.
Em ressequida terra, perdida semente.

Quanta inocência, agora animosidade.
Repetindo palavras, tão fora de moda.
Estranha primazia, o sentimento poda.
Então vai diluindo, sem deixar saudade.

Indiferente, meu coração se mantém.
Enquanto o meu corpo, nada precisa.
Sentimento desfeito, vestindo camisa.
Busca respostas, que o amor não tem.

Uma muralha imensa, fora edificada.
Impedindo assim, o nobre sentimento.
Lograda  efígie, foge do pensamento.
Então uma história, ao vento jogada.

Nenhum comentário: