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sábado, 5 de outubro de 2019

SILHUETAS DA CIDADE

Temporâneas primaveras, a mim vieste.
Sob um sol escaldante, a luz campestre.
Como doce rajada, porém, vento fugitivo.
Ventania itinerante, o lustro luar festivo.

Quisera eu,encontrar, um caminho certo.
Aproximar, para sempre, e tocar de perto.
Desaparecido, entre as silhuetas da cidade.
Contudo soubeste, incutir em mim, saudade.

Vestido de rosto sereno, um olhar menino.
Fugindo ás cirandas da noite, tal peregrino.
E meu coração enfeitiçado,impelido,porém.
Insuflado dentre meu peito,te aguarda bem.

Vez ou outra desaparecendo, deixa um vazio.
Deixando um sentimento, contraposto ao frio.
Os dias passam, e então reflito, a todos passar.
E em sintonia contigo, minha solidão esvaziar.

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