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terça-feira, 7 de janeiro de 2020

BEIJO ESCRITO

A cor do fato, que só o coração sabe.
Sabe em silêncio, flexioná-la também.
Importar a essência, e ao que nela cabe.
Quem dilatar no amor, felicidade tem.

As canções, sons perdidos, que creem.
Virem de um cerne ,repleto de saudade.
O silêncio , como    as estrelas  veem.
Descolando livres , vão pela entidade.

Quando a chuva,vem extraindo flores.
Os lindos brotos se esticando devagar.
Farão assim, abrangendo os amores.
Reinventados, dentre  simples brotar.

Temporada, prendendo quando solta.
Jazem recorrentes, tais  letreiro escritos.
Mão apertando ,quem vai, quem volta.
Um abstrato , aos concretos do infinito.

Como  um abraço ,enviando pela voz.
Um beijo escrito , dentre a recordação.
E um bordado encurtando, um retrós.
Nas destemidas vozes descomplicarão.

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