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segunda-feira, 6 de janeiro de 2020

IRIS

Acomodações, pinturas leves espargidas.
Contrastadas, esfumadas  num horizonte.
Um raio de sol, após, tempestade ocorrida.
Arqueamento matizado, ao pé do monte.

 Despede em grande estilo, em tom divino.
Azulando as cercanias, colar de sete cores.
Poesia denomina, um jardim alexandrino.
Versejado idioma, nos montes trovadores.

 Sobrancelhas encurvadas, íris advindas.
Fantasia colorida, vestindo o incidente.
Recado da espera paira, sempre e ainda.
Bocejo do crepúsculo, tão remanescente.

Céu e Terra, dentre um mágico instante.
Brocado e aquarela, repintando o ocaso.
Acordado sentimentos, firme exuberante.
Marcado dote, triscando horizonte raso.

 Placidez em arco íris jazendo fundidos.
As diluídas cores, brindando  se ajeitam.
Entardecendo, sob os cílios adormecidos
Entonação em graça, assim, se deitam.

 Rio circundado, sob os arbustos ciliares.
Límpido, cristalino, em águas torrentes.
Vindo a desaguar, nos azuis dos mares.
Íris fotografada, almas, Terras fluentes.
  

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