Temporada trigueira,
voando pelo verão.
Sendo
assim, como meu norte, só coração.
Entregue
nas mãos do tempo, sol e torpor.
Sempre
desabrochando, e
murchando flor
Como
um sonho alado, ou nuvem branca.
Desfazendo
fios, na
transparência franca.
Solitário
entardecer , jamais
fizera verão.
Levando
parecença, primavera em botão.
Dias alçando
voos, no encrespado milenar.
Estes feitos
de vento, desfeitos para
sonhar.
Uma
esperança alada, numa arrebentação.
Estilhaços
das pedras, adentrando coração.
Meu
coração voejando, assim levemente.
E partido ao meio, combalido e dolente.
Como
o silêncio, insultando as expressões.
Sou
expressão perdida, em tuas definições.
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