quinta-feira, 18 de junho de 2015

COMO A LUZ DO LUAR

Coração, ilha deserta e fecunda.
Sustentado pela raiz da poesia...
E a alma de inspiração me inunda.
Chuva que rega, luz que irradia.

Como semente, brota esperançosa.
Disseminada onde, melhor convém.
E em lembrança honrosa...
Cruzo meus mares, estrelas me têm.

Vida e graça me convidam, assim.
Comportada emoção ameaça.
Quanta ternura,poesia em mim.
Leveza roça, transparência abraça.

Em uma saudade, eterna sentida.
Sem a luz do olhar, bem de perto.
Assim como adereço, de uma vida.
Como oásis, adentrando deserto.

O tempo cuida dos simples versos.
E os coloca, numa rajada de vento.
Quando as almas, de amores imersos.
Voam em busca, do mesmo intento.

Inebriados de amor e paixão...
Segredos eternos, como luz do luar.
 Uma felicidade explode então...
Almas se tocam em um levitar.



 

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