sexta-feira, 19 de junho de 2015

MAR PARADO


Quando de ondas se veste, diante da tarde.
Querendo te trazer, no barulho das quedas.
Finjo que nem sinto, nem vejo esse alarde.
Que ao meu coração, sem querer enredas.

Que se esparrama solto, livremente e vai.
Onde a maresia, desproporcional estende.
Uma melodia silenciosa,e ruidosamente sai.
Desse mistério todo, encantada me prende.

Que aos olhos, me passando  sensações.
Quando chegam, tocam coração devagar.
Essas águas plácidas, em arrebentações.
Deixando meu sonho, sobriamente delirar.

Mar parado, assim, longínquo despede, vai.
E um navio aportado, saindo vagarosamente.
Eu, feito marinheiro , minha alma viaja e sai.
Morta desta saudade, por quem nem a sente.

E os dias me banhando, vestindo respingos.
Com olhar pendido, enquanto um entardecer.
Sonhos voando como os voadores flamingos.
Que tristes triscam,  tentando um sobreviver.

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