sexta-feira, 19 de junho de 2015

MAR PARADO

Que de ondas se veste, diante da tarde.
Querendo te trazer, no barulho das quedas.
Finjo que nem sinto, esse alarde...
Que ao meu coração enredas

Que se esparrama solto, livre e vai.
Até onde a maresia, se estende.
Uma melodia, que desse ruído sai.
E nesse mistério, encantada me prende.

Que aos olhos, me passam sensações.
Quando chegam, ao coração devagar.
Essas águas plácidas, em arrebentações.
Deixando meu sonho delirar...

Mar parado, assim, longe se vai.
E um navio aportado, vagarosamente.
Eu, feito marinheiro que sai...
Morta de saudade, por quem nem a sente.

E os dias me banham, nos respingos.
Com olhar pendido, ao entardecer.
Sonhos voando como leves flamingos.
Que tristes buscam, um sobreviver.



 

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