domingo, 9 de agosto de 2015

DENTRO DE MIM

Uma ocasião, compelida, e tão antiga.
Jamais querer, controverter, o coração.
Desviar-se, do certo, ou, do em vão...
Razão define quem, mas a essência abriga.

Se for ledo engano, então, engano eterno.
Presume-se tudo, mas de repente, nada.
Dizendo muito, porém, de alma calada.
Um verão, em distração, faz do inverno.

Precariamente, ainda mais, tanta certeza.
Do que lia na imagem, ou, em um retrato.
Quando, realmente, iluminando de fato.
A permitir, a coincidir, luz da beleza...

E dos sofrimentos, idéias desmanchadas.
Sobrou teu rosto, leve cochilo das tardes.
Que te permitiu, brancos, os teus alardes.
Por entre os ventos, em vozes ditadas.

E dentro da emoção, jazes como vital.
Glóbulo eficaz, rodando,as minhas veias.
Em chamas tímidas, quando incendeias.
A luz da alma, que flama, num pedestal.

De tuas lembranças, a minha felicidade.
Implícita, enraizada, dentro do coração.
Escondendo uma estrela, feito oração.
Desces sereno, em minha vivacidade.

Feita de versos que até, ninguém leu...
Antes de ti, como roseira, sem uma flor.
Desabrochando pétalas, doando olor.
Dentro de mim, assim suave, apareceu.


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