sábado, 14 de novembro de 2015

O ENTALHE

Foram teus olhos, os frêmitos da pele.
Enquanto, tua voz concretizou calada...
Ao encontro, a estreita e eterna jornada.
Embora jamais, sei, um dia, isso revele.

Foram teus ilusórios, os focos soltos.
Como um resvalo, simplesmente atoa.
Como uma tarde, de maresia, e garoa.
Jamais incomodam, lindo lugar envolto.

Foram as revelações, distraídas, vastas.
Trajando, intento inverossímil,  consumado.
Como lavrar, um documento timbrado.
Depois colocá-lo, entre minutas castas.

Foram, como folhas de verão ao vento.
Prenunciando, vôos em arrepios de inverno.
Como simplesmente, confino eterno.
Que entalha a imagem, no pensamento.


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