quarta-feira, 16 de março de 2016

ENVELOPE DO TEMPO

Quanta saudade,teus olhos brejeiros.
Que rapidamente, fingiam, não ver...
Mas,lapsos duravam, o dia inteiro.
Pousando em sonhos,ao adormecer.

Ainda, juventude, logradas escolhas.
E o tempo viajava, feito livre corcel.
Espumas ao vento,coloridas bolhas.
Ou a linha da pipa,em um carretel.

Bem, quisera eu,ser uma mulher,já.
Mas, a meninice, tolhia decisões.
Porém,abrindo a gaveta, o sonho lá.
Curvando as linhas, das sensações.

Tanta pressa,mas tempo,não quis passar.
Livre, espontâneo preferiu manter...
Um sentimento, se instalou devagar.
Permanência ilesa,dentro do viver.

E no envelope do tempo, guardada.
Saudade longe vai, aqui bem perto...
Minha solidão, em confraria alienada.
Porém saturando, um sonho liberto.

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