quinta-feira, 14 de abril de 2016

CÍLIOS

Luz resplandecente, airada, leve.
Penetra imperceptível onde apraz.
Semitonada, como nota breve...
Porém, fluidez e beleza compraz.

Lento e compatível, assim assimila.
Como um verso, uma conversação.
Elo recorrente, quando o dia cochila.
Repetida pausa, dessa  declaração.

A rua dorme, sob cílios dormentes.
Elevada e monótona, pavimentação.
Guarda imagens, em aragem presente.
Quando transeuntes, se vêm e se vão.

Uma aglomeração, quase compactada.
Dentro da cidade, em movimentos.
Atribulado dia, vestimenta cansada.
Repouso tranquilo, sob cílios lentos.



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