segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

MELINDROSAS

Saberei apreender, convenhamos.
Quando saudade, nem tanto mal.
Ocasionada, quando nos lesamos.
Esse complexo e abatido ritual.

Caem tardes melindrosas, assim.
Tombando simplesmente, devagar.
Cruel indiferença, dirigida enfim.
Que tão indiferente,vem me tornar.


Abatido, pois, desapontamento.
Voltado  ao tempo, soa bem pior.
Alvitre apertado em sentimento.
Exposta beleza, ao motivo maior.

Literalmente,como a temporada.
Cumprindo um ciclo devagar.
A indiferente,fantasia acanhada.
E a vida ficando, em algum lugar.

Condição inseparável, a poesia.
Amiga sincera, sempre requisita.
Explicado um retorno á revelia
Impetra ao sonho,obra finita.

E a afeição, se volta promissora.
Cumprindo um legado peculiar.
Apagando tal frieza desoladora.
Uma tarde serena vem repousar.

Nenhum comentário:

Postar um comentário