segunda-feira, 3 de abril de 2017

ALAS

Andei pelos cantos, lugares tantos.
Onde eu supunha encontrar então...
Resposta exata, para interrogação.
 Sempre fugindo, ante um encanto.

Que talvez, não tenha eu, despertado.
Mesmo em face, de tanto querer.
Amei muito mais, fingindo esquecer.
Quando da solidão, o sonho cercado.

Mas, ainda assim, a mim pergunto.
Se deste, fosse tão diferente.
Amor único, inocência eminente.
Dentre estranhezas, trouxeste junto.

O meu jeito, assim, sem argumento.
Moldou-me, um jeito, também só teu.
Amor eterno que sobreviveu.
        Dentre o mais puro, do sentimento.

Que podemos nós, então averiguar...
Quando a saudade nos arrasta.
E toda solidão se afasta...
E abre alas, para o amor passar.



Nenhum comentário: