domingo, 11 de junho de 2017

CONFISSÃO

Quantas vezes ensaiei confissão.
Guardada dentro dentre timidez.
Sentimento voraz, em contra mão.
Querendo espalhar essa fluidez.


Jamais palavra alguma ocorreu.
Morreram pagãs e indecifráveis.
Querendo arrancar,deste simples eu.
Penetras dos amores inconfessáveis.


O vento varrendo tristes ciprestes.
Alteraram, uma ajusta,em branco.
Indo embora, tu sempre viestes.
Estilo exposto,simples e franco.


Varei minha vida,sob escuridão.
Onde uma luz, permitida somente.
Sempre amparada, por uma razão.
Prisioneira eu,em sonho ausente.


Só o tempo passou, apenas,então.
Sem, que eu impetrasse, pois provar.
Quando inconveniente, meu coração.
Que simplesmente, viveu por amar.

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