quinta-feira, 13 de julho de 2017

NOSSAS MONTANHAS

Dar-te-ia meu coração, talvez, até.
Porém triscando, um perjúrio triste.
E sob as nuances claras dessa fé...
Avulsa possibilidade, atitude existe.

Tenho meu coração distribuído.
Por aí, até lascivos atrativos o levam.
Tu compromissado, sério e dorido...
Enquanto, nossas montanhas nevam.

Já faz tardinha, tempo delicado.
Andorinhas nos fios, aguardam verão.
Minha janela acata mais um recado.
Escrito pelo teu delicado coração.

Talvez, afirme simulando, tal data.
Pois, das certezas que transporto...
Ascendente luz de vivacidade nata.
Que sem fitar-te, jamais suporto.

E, pelas montanhas, eu encantada.
Passarei meus dias entardecidos.
Teus andamentos, alma extremada.

Arte de viver e servir, assim vividos.

Representar, quase nunca pode ser.
A arte, que a vida imita, realmente.
Quando, atitudes exprimem um viver.
E, se distinguirão constantemente.

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