sábado, 5 de agosto de 2017

PERFEIÇÃO

Ouça cantando um desmaiado dia.
Dentro do crepúsculo temporário.
Bruxulear levemente, como afonia.
Desfiladeiro estelar, dentre relicário.

Espalhe um olhar, um breve adeus.
Porquanto a noite tendida á recepção.
Cumprem-se, os legados meus e teus.
Mesmo se destes, olvidemos noção.

Breve concluído, talvez seja o ponto.
Para rematar a linha do intermediário.
Onde de sonhar, o poeta viveu tonto.
Para amenizar os passos do calvário.

Quem viveu apenas, a observar acasos.
E destes, tirar uma conclusão versada.
Porém, em sintonia, com outros atrasos.
Já trazem ao olhar, estrelas apagadas.

Um sonho abrolhado no  cansaço.
Extremoso vínculo, porém jamais vetou.
Sofrida inteligência, estipulado abraço.
E assim abatido sonho, aperfeiçoou.

Concluída perfeição, quando nada mais.
Restava á vida para ser feito...
Respostas e indagações, trincando vitrais.
Que cerradas portas, se calou no peito.

Partiu feliz desta, mediante multidão.
Que do poeta ,quase nem deu conta...
Quando liberdade acena com a mão.
O perfeito sonho, na tarde aponta.

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